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quinta-feira, 7 de julho de 2011

"Estou na esquina..."


"I remember the corner.
The corner of your colour, the corner of your smile. The corner where we kissed.
The street corners turning into the corners of the corridor.
Into the corners of the room where we lay.
The corners of your mouth, of your eyes.
The corners of words we didn't finish.
The corner of your name.
On the corner where we parted.
I remember the corner."

Que coisa boa!


(parece que estou de volta)
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

#6 - músicas na minha vida

"My Heroics, Part One" by Absynthe Minded

Adoro esta música. Há algo nela que me faz querer ouvi-la sempre de novo. Eles são belgas, e fiquei a conhecê-los através do canal do Youtube "WatchListenTell" (link).


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quinta-feira, 10 de março de 2011

#1 - séries na minha vida

Californication | 2ª Temporada | 8º Episódio

Hank a narrar a carta que escreveu para a Karen, depois de saber que a engravidou e terem decidido que não iam ter aquele bebé e portanto não se podiam voltar a ver: 



"Dear Karen,

If you're reading this it means I actually worked out the courage to mail. So, good for me. You don't know me very well, but if you get me started I have a tendency to go on and on about how hard the writing is for me. This?! This is the hardest thing I ever had to write. There's no easy way to say this so I'll just say it, I met someone. It was an accident, I wasn't looking for it, it wasn't on the make, it was a perfect storm. She said one thing, I said another, next thing I knew, I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there's this feeling in my gut she might be the one. She's completely nuts in a way that makes me smile, highly neurotic with a great deal of maintenance required, she is you, Karen. That is the good news. The bad is that i don't know how to be with you right now, and it scares the sheet out of me, because if I'm not with you right now, i get this feeling that we'll get lost out there. It is a big bad world, full of twisted turns, and people have a way of blinking and missing the moment, the moment that could have change everything. I don't know what is going on with us, and I can't tell you why you should waste a leap of fate in a guy like me, but damn you smell good, like home, and you make excellent coffee, that gotta count for something, right? Call me.

Unfaithfully yours,
Hank Moody"


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

#5.1 - músicas na minha vida

Depois de "explorar" um pouco as músicas de Gil Scott-Heron, através de algum "youtube" e downloads ilegais de cds ("shiuuuuuu"), avancei para a recriação do Jamie xx...

Como se esperava, tendo em conta o trabalho dos "The xx" e os remixes que ele fez anteriormente (por exemplo da "Rolling in the Deep" da Adele - link), fez um excelente trabalho, dando um toque do "London underground" à voz do Gil Scott-Heron. 
Gostei bastante do resultado final.

De destacar que durante todo o processo, os dois apenas trocaram alguma correspondência, uma vez que o veterano não utiliza email, mas que serviu mais para pedido de autorização e respectivo concedimento, do que troca de ideias, e ainda que se tenham encontrado algumas vezes em concertos e tenham falado, muito pouco foi sobre o que o Jamie estava a fazer.

Destaco a "I'll Take Care of U":
  • versão "recriada", do Jamie xx

VS
  • versão original, do Gil Scott-Heron


Podem também ouvir todas as 13 músicas desta recriação, em streaming, no "site oficial" - link


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domingo, 20 de fevereiro de 2011

#5 - músicas na minha vida

Esta manhã, enquanto lia a "Ípsilon" deparei-me com o artigo sobre o CD "I'm New Here" do Gil Scott-Heron (de quem nunca tinha ouvido falar) que o Jamie, dos The xx, recriou, e está agora no mercado.
Fiquei curioso, mas achei por bem começar por conhecer, primeiro, a obra do Gil Scott-Heron e só depois ouvir essa "recriação".

E foi com isto que me deparei: 
Um homem de 61 anos de Chicago, músico e poeta, com uma história de álbuns, semi-cantados semi-declamados, em que o soul-rap-jazz estão sempre presentes.

A obra dele é vastíssima, mas do pouco que ouvi, destaco:
  • A música com que ele começa o seu primeiro álbum.  

"The Revolution Will Not Be Televised" do álbum "Small Talk At 125th And Lenox (1970)"

  • A minha preferida...
"Ain't No Such Thing As Superman" do álbum "The First Minute of a New Day" (1975)

  • Uma das suas mais conhecidas músicas de "intervenção"...
 
"We Beg Your Pardon (Pardon Our Analysis)" do álbum "The First Minute of a New Day" (1975)

 Para esta vale a pena estar a ler a letra enquanto ouves. Link


  • E por fim, uma das suas mais recentes, do álbum que foi recriado pelo Jamie...
"Me and The Devil" do álbum "I'm New Here" (2010)
 

Agora, vou ver o que acho da "recriação" do Jamie...


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domingo, 13 de fevereiro de 2011

#3 - músicas na minha vida


 
"Bullets on Parade" by Noiserv

É verdade minha gente, este Senhor é português. E reparem, que não escrevo com "S" por acaso, ele é mesmo um senhor com "s" grande, e de seu nome David Santos.

Adoro as música dele. Com pequenas e simples "layers" simples, loop após loop, vai criando algo tão criativo quanto belo.

Nesta música em particular, adoro o pormenor da máquina fotográfica.

Vale a pena verem e ouvirem mais músicas dele. Aqui ficam algumas:
Mr. Carousel - http://www.youtube.com/watch?v=Mlx-BqxAbYM&feature=related
Where is my Mind (Pixies cover) - http://www.youtube.com/watch?v=30zcl_-aQDI&feature=related
Tokyo Girl - http://www.youtube.com/watch?v=RgpIHPrLCaM&feature=related
The sad story of a little town - http://www.youtube.com/watch?v=cTdAMYOQFaQ&feature=related

Espero que gostem...



P.S.: aqui tens Catarina...=P
P.S.D.: Cristian e Diogo, já tem mais um para gozar.
C.D.S: desculpem a ausência.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Elogio ao Amor" - Miguel Esteves Cardoso in Expresso

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."





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domingo, 23 de janeiro de 2011

#2 - músicas na minha vida


"Between The Bars" by Elliott Smith

Descobri o Sr. Elliott Smith, e as suas músicas, há pouco tempo. 
Mas facilmente me rendi à sua voz suave, calma e sussurrada.
As músicas são bastante simples e as letras muito boas.

Esta é um belo exemplo, mas também há a "Miss Misery, a "Say Yes", entre outras.

Aqui fica a letra:

"drink up, baby, stay up all night
the things you could do, you won't but you might
the potential you'll be, that you'll never see
the promises you'll only make

drink up with me now and forget all about the pressure of days
do what I say and I'll make you okay and drive them away
the images stuck in your head

people you've been before that you don't want around anymore
that push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still

drink up, baby, look at the stars
I'll kiss you again between the bars where I'm seeing you
there with your hands in the air, waiting to finally be caught

drink up one more time and I'll make you mine
keep you apart deep in my heart separate from the rest
where I like you the best and keep the things you forgot

the people you've been before that you don't want around anymore
that push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still"


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sábado, 15 de janeiro de 2011

#1 - músicas na minha vida

"Ne me quitte pas" de Jacques Brel

Esta canção é, sem dúvida alguma, uma das melhores implorações de sempre no mundo da música.
Foi escrita e composta pelo grande Jacques Brel, durante a sua separação com Suzanne Gabrielle.
Isto é suficiente para perceber de onde vêm toda aquela emoção e força que ele impõe quando a interpreta. 
Infelizmente não consegui colocar aqui o vídeo da versão em que melhor se percebe esse sentimento. 

Mas aqui fica o link de uma versão que me gusta bastante mais:

Letra:

"Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas (4 vezes)

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (4 vezes)

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'rai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (4 vezes)

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas (4 vezes)

Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (4 vezes)"


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

#2 - filmes na minha vida

Memento (2000) de Christopher Nolan


Leonard Shelby: (enquanto conduz o carro no meio da cidade) I have to believe in a world outside my own mind. I have to believe that my actions still have meaning, even if I can't remember them. I have to believe that when my eyes are closed, the world's still there. 
(Leonard fecha os olhos) - Do I believe the world's still there? Is it still out there?... Yeah. 
(Leonard abre os olhos) - We all need mirrors to remind ourselves who we are. I'm no different. 


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#1 - poemas

"i like my body when it is with your
body. It is so quite a new thing.
Muscles better and nerves more.
i like your body. i like what it does,
i like its hows. i like to feel the spine
of your body and its bones, and the trembling
-firm-smooth ness and which i will
again and again and again
kiss, i like kissing this and that of you,
i like, slowly stroking the, shocking fuzz
of your electric fur, and what-is-it comes
over parting flesh . . . . And eyes big love-crumbs,

and possibly i like the thrill

of under me you quite so new"
 
E.E. Cummings 
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

#1 - filmes na minha vida

  The Curious Case of Benjamin Button (2008) de David Fincher

Benjamin Button: Our lives are defined by opportunities, even the ones we miss.


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