segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

#5.1 - músicas na minha vida

Depois de "explorar" um pouco as músicas de Gil Scott-Heron, através de algum "youtube" e downloads ilegais de cds ("shiuuuuuu"), avancei para a recriação do Jamie xx...

Como se esperava, tendo em conta o trabalho dos "The xx" e os remixes que ele fez anteriormente (por exemplo da "Rolling in the Deep" da Adele - link), fez um excelente trabalho, dando um toque do "London underground" à voz do Gil Scott-Heron. 
Gostei bastante do resultado final.

De destacar que durante todo o processo, os dois apenas trocaram alguma correspondência, uma vez que o veterano não utiliza email, mas que serviu mais para pedido de autorização e respectivo concedimento, do que troca de ideias, e ainda que se tenham encontrado algumas vezes em concertos e tenham falado, muito pouco foi sobre o que o Jamie estava a fazer.

Destaco a "I'll Take Care of U":
  • versão "recriada", do Jamie xx

VS
  • versão original, do Gil Scott-Heron


Podem também ouvir todas as 13 músicas desta recriação, em streaming, no "site oficial" - link


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domingo, 20 de fevereiro de 2011

#5 - músicas na minha vida

Esta manhã, enquanto lia a "Ípsilon" deparei-me com o artigo sobre o CD "I'm New Here" do Gil Scott-Heron (de quem nunca tinha ouvido falar) que o Jamie, dos The xx, recriou, e está agora no mercado.
Fiquei curioso, mas achei por bem começar por conhecer, primeiro, a obra do Gil Scott-Heron e só depois ouvir essa "recriação".

E foi com isto que me deparei: 
Um homem de 61 anos de Chicago, músico e poeta, com uma história de álbuns, semi-cantados semi-declamados, em que o soul-rap-jazz estão sempre presentes.

A obra dele é vastíssima, mas do pouco que ouvi, destaco:
  • A música com que ele começa o seu primeiro álbum.  

"The Revolution Will Not Be Televised" do álbum "Small Talk At 125th And Lenox (1970)"

  • A minha preferida...
"Ain't No Such Thing As Superman" do álbum "The First Minute of a New Day" (1975)

  • Uma das suas mais conhecidas músicas de "intervenção"...
 
"We Beg Your Pardon (Pardon Our Analysis)" do álbum "The First Minute of a New Day" (1975)

 Para esta vale a pena estar a ler a letra enquanto ouves. Link


  • E por fim, uma das suas mais recentes, do álbum que foi recriado pelo Jamie...
"Me and The Devil" do álbum "I'm New Here" (2010)
 

Agora, vou ver o que acho da "recriação" do Jamie...


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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Poor Ronald McDonald

Falaram-me desta "situação" durante o jantar e decidi vir pesquisar. Acho que está bem pensado e com alguma graça.

O que se passou foi que um grupo "extremista" finlandês raptou o Ronald McDonald de um restaurante dessa cadeia na sua localidade, dia 30 de Janeiro de 2011, para ver se conseguiam fazer com que a McDonald's ouvisse as suas preocupações. 

Vejam o 1º vídeo e percebam a história:


A verdade é que não foram ouvidos, ou simplesmente ignorados. 
Mas como os finlandeses são homens de palavra, fizeram o que tinham prometido.

Vejam:



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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

#4 - músicas na minha vida

 "Lotus Flower" by Radiohead

Videoclip do tema "Lotus Flower", do novo e tão aguardado disco The King of Limbs, dos Radiohead.
É tão bom...


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domingo, 13 de fevereiro de 2011

#3 - músicas na minha vida


 
"Bullets on Parade" by Noiserv

É verdade minha gente, este Senhor é português. E reparem, que não escrevo com "S" por acaso, ele é mesmo um senhor com "s" grande, e de seu nome David Santos.

Adoro as música dele. Com pequenas e simples "layers" simples, loop após loop, vai criando algo tão criativo quanto belo.

Nesta música em particular, adoro o pormenor da máquina fotográfica.

Vale a pena verem e ouvirem mais músicas dele. Aqui ficam algumas:
Mr. Carousel - http://www.youtube.com/watch?v=Mlx-BqxAbYM&feature=related
Where is my Mind (Pixies cover) - http://www.youtube.com/watch?v=30zcl_-aQDI&feature=related
Tokyo Girl - http://www.youtube.com/watch?v=RgpIHPrLCaM&feature=related
The sad story of a little town - http://www.youtube.com/watch?v=cTdAMYOQFaQ&feature=related

Espero que gostem...



P.S.: aqui tens Catarina...=P
P.S.D.: Cristian e Diogo, já tem mais um para gozar.
C.D.S: desculpem a ausência.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Elogio ao Amor" - Miguel Esteves Cardoso in Expresso

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."





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domingo, 23 de janeiro de 2011

#2 - músicas na minha vida


"Between The Bars" by Elliott Smith

Descobri o Sr. Elliott Smith, e as suas músicas, há pouco tempo. 
Mas facilmente me rendi à sua voz suave, calma e sussurrada.
As músicas são bastante simples e as letras muito boas.

Esta é um belo exemplo, mas também há a "Miss Misery, a "Say Yes", entre outras.

Aqui fica a letra:

"drink up, baby, stay up all night
the things you could do, you won't but you might
the potential you'll be, that you'll never see
the promises you'll only make

drink up with me now and forget all about the pressure of days
do what I say and I'll make you okay and drive them away
the images stuck in your head

people you've been before that you don't want around anymore
that push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still

drink up, baby, look at the stars
I'll kiss you again between the bars where I'm seeing you
there with your hands in the air, waiting to finally be caught

drink up one more time and I'll make you mine
keep you apart deep in my heart separate from the rest
where I like you the best and keep the things you forgot

the people you've been before that you don't want around anymore
that push and shove and won't bend to your will
I'll keep them still"


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